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Baú Analógico: Amores platônicos e a maldição de Zombies Ate My Neighbors 

Todo gamer tem orgulho de se achar o melhor do mundo. Mas e quando o seu jogo favorito é justamente aquele que você não conseguiu dominar? 

Seja ao demonstrar todo o conhecimento canônico sobre épicos como Final Fantasy e Legenda of Zelda, habilidades sobre-humanas em Darsiders ou aqueles macetes marotos pra upar rápido e conseguir bons equips em Diablo, quando dois gamers se reúnem para discutir quem é o melhor, nem Goku separa.

E foi em uma dessas conversas que constatei: sou assombrado por uma maldição.

Zombies ate my neighbors é um dos incriveis jogos lançados pela LucasArts durante os anos 90. Apesar dos Zumbis aparecerem no título do Game e estarem no centro do plot, o jogo é uma grande homenagem ao gênero Gore e Horror, onde fantasmas, aliens e até o Jason aparecem. A jogabilidade é simples e viciante, a essência que fez com que eu me apaixonasse por jogos arcade ainda lá nos anos 90. Com todos esses elementos incriveis, criei um carinho especial pelo Game, que ocupa lugar de destaque em minha biblioteca do SNES.

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Mas e a “maldição”?

Nunca consegui zerar Zombies ate my neighbors.

Eu, aterrorizado com a fita na mão.
Eu, aterrorizado com a fita na mão.

Como assim? Você não era viciado nesse jogo?

Sim. Mas lá nos anos 89/90 os jogos, sobretudo arcade, eram feitos para serem difíceis. E para uma criança de 7-8 anos você multiplica essa dificuldade pela quantidade de Todynho tomado até essa fase da vida.

Depois de crescido, Zombies virou um daqueles amores platônicos que a gente talvez tenha até alguma chance de viver mas que a timidez impede, saca? Minha cabeça deve ter criado algum bloqueio e juro que toda vez que chego próximo ao final do jogo começo a amarelar. Freud e Jung devem ter alguma explicação pra este fato. Enquanto isso, eu sigo enfrentando desafios em outros consoles, com a esperança de vencer a Maldição de Zombies.

Será que eu consigo?

Enquanto eu não volto com um review maroto desse game que marcou minha infância e uma nova tentativa de vencer “A Maldição”, fiquem com um som punk-emo-harcore da Single File, inspirado em Zombies Ate My Neighbors (o fanclip também é bem maneiro):


Sobre Diego Silveira

25 publicitário e apaixonado por games e música. Nostálgico, adora consoles retrô e tatuou um controle de Super Nintendo no braço para lembrar a infância. Consome doses cavalares de pizza e café, além de beber feito um viking. PSN: oPatto

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