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Baú Analógico: Back To The Future III, frustração temporal

Cá estou, tomando um pouco da coluna do meu amigo Diego Silveira, para seguir os passos dele. Não haveria outro dia melhor do que este para falar sobre uma das minhas maiores frustrações com o games. Pois é justamente hoje que Marty McFly deve vir do passado. O que isso tem haver? Certo, vamos lá!

Ainda quando pequeno, ansiava por jogar fliperama ou o Master System do meu primo, mas isso nunca acontecia. Sempre que chegava a minha vez de jogar ou perdiam a ficha, ou desligavam o Master. Certo dia, quando cheguei da escola, me deparei com uma caixa gigante, estava ali o meu primeiro console, um Mega Drive III, edição 6-PAK. Então comecei a comprar cartuchos e passar as minhas tardes em frente à televisão e com o controle na mão, mas essa história já está ficando chata, então vamos direto ao ponto.

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Em uma de minhas compras, adquiri uma fita sobre um filme do qual gostava, Back To The Future III. Um jogo não muito longo, mas com um dificuldade imensa. ele não segue nenhuma história do inicio ao fim, o que prejudica se vermos o quanto ele poderia ser bom, mas sim conta fragmentos do terceiro filme, nos qual precisamos cumprir alguma missão. Logo de inicio controlamos o Dr. Brown, que dispara a cavalo para salvar a senhorita Clara, se você tiver paciência para passar por isso, será fácil seguir em frente. As outras missão possuem certa dificuldade, será mesmo necessário ter muita paciência para chegar ao fim.

Foi um grande arrependimento quando vi o quanto o jogo era difícil, logo me desfiz dele. Há algum tempo, comprei novamente um Mega e decidi que já estava maduro o suficiente para encarar esse jogo, depois de uns dias de caçada, consegui encontrá-lo. Então decidi jogar e por diversas vezes desisti, tinha me enganado com ideia de que hoje seria mais fácil fechar o jogo.

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Outro dia decidi que não deixaria para depois, iria chegar ao fim de Back To The Future naquele dia! Comecei a jogar, perdi o tempo que levaria o jogo inteiro só para passar da primeira fase, mas consegui. A segunda foi mais rápida, mas não muito animadora. Nela, fazemos um tipo de tiro ao alvo, onde, se não me engano, temos que acertar uns patos coloridos e alguns bandidos. Como disso, não foi muito animadora, mas pretendia chegar até o fim. Logo em seguida, precisei jogar alguns pratos nos bandidos que tentavam me acertar no meio da cidade, essa também não era uma fase muito boa e eu estava quase desistindo, mas não podia, tinha que chegar ao fim do meu objetivo.

Então cheguei na fase do trem, essa sim era uma boa missão para cumprir. Um pouco parecida com a primeira, nela seguimos por fora de um trem, aquele que faz o DeLorean pegar velocidade suficiente para viajar no tempo. precisamos enfrentar alguns bandidos novamente e desviar de alguns obstáculos que vêm em nossa direção. Já se iam quase duas horas e eu lá, determinado. Depois de algumas quedas, me invoquei e fui com o meu dedo direto no power, era o fim para mim.

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Logo depois, curioso que sou, procurei um longplay para saber se esse jogo possuía realmente um fim. Depois do que vi, nunca mais tive ânimo para colocar esse cartucho no vídeo game, pode ser que um dia aconteça, mas por hora, não vai rolar. Eu fiquei tão bravo quanto o McFly quando é chamado de “covarde” e só não dei fim ao cartucho porque acredito que um dia vou pegar ele, colocar no console e ver o meu DeLorean decolando para o espaço/tempo.


Sobre Tadeu Elias

Aspirante a jornalista metido a cinéfilo que só fala de games!

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