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Análise: Child of Light reúne poesia e pinturas fantásticas

Produtora: Ubisoft Montreal / Data: 30 abr 2014 / Gênero: RPG / Plataforma: PC (versão analisada), PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360, Xbox One, Wii U

O fantástico está sempre presente em nossas vidas. Ainda bem pequenos somos apresentados a ele e dali tiramos todas as nossas aventuras. Esse mundo criados e recriado por diversos autores são traduzidos em todo a diversificação da mídia e é no videogame que a Ubisoft Montreal nos apresenta Child Of Light: uma história bela, recheada com uma arte encantadora e uma trilha incontestável.

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UM CONTO A MEIA-NOITE

Em 1895 nasce Aurora, filha de um duque da Áustria, uma bela menina com os cabelos ruivos. Ao que tudo indica, sua mãe morre quando lhe dá a luz e isso faz com que o duque cuide dela sozinho. Alguns anos depois o duque se apaixona novamente por uma mulher, porém em uma sexta-feira de Páscoa algo inesperado acontece, sem nenhum motivo real, Aurora morre.

Mas Aurora acorda e se vê em um mundo completamente diferente do seu. No início ela nega que tudo isso seja real afirmando que é apenas um sonho. Depois de alguns estantes essa afirmação é deixada de lado quando ela nota que precisará enfrentar criaturas sombrias e poderosas para chegar a Rainha da Noite, que roubou o Sol, a Lua e as Estrelas.

A personagem precisa cumprir essa jornada para então conseguir voltar para casa. Enquanto vamos vivendo a história, ela nos é contada por uma narradora que aparenta estar contando a nossa história a algum criança e o mais interessante disso é que tanto essa narradora quanto os personagens do jogo conversam em tom de poesia.

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ARTE DESCONCERTANTE

Não sou nenhum critico de arte, mas muitas vezes ela é tão exposta que qualquer um encanta-se e percebe que ali há algo fantástico. Mesmo não possuindo efeitos 3D, Child of Light mostra um rico cenário, mostrando seus detalhes em diversas camadas com uma arte bela e sutil.

Tudo no jogo foi bem executado, como se fosse feito e pintado a mão. Podemos ver um ótimo trabalho com as sombras, mesmo quando o vento faz com que o cenário se movimente mais. Essa arte me lembrou muito alguns livros que eu tinha quando era criança, desses contos à irmão Grimm. Esse é um dos elementos que faz com que o jogador mergulhe ainda mais nesse mundo fantástico e arrisco-me em dizer que se fosse um jogo todo em 3D não teria tamanho poder de imersão.

Mas não é só uma boa história e uma arte que dispensa qualquer comentário que fazem de Child of Light um jogo incrível, arrematando toda essa beleza temos uma trilha sonora que soa como uma verdadeira orquestra. As músicas nos mostram, a todo momento, o rumo que estamos tomando, ditando as emoções a cada passo dado por nossa personagem.

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RPG NADA CONVENCIONAL

Alguns RPGs seguem aquela formula da batalhas por turnos e talvez seja esse o maior elemento do gênero em Child of Light, mas com algumas mudanças. Por vezes as batalhas por turnos podem se tornar cansativas, já que precisamos esperar cada personagem concluir a sua ação e em algumas delas deixamos de atacar para recuperar nossas vidas ou usar algum feitiço de suporte. Aqui é diferente, temos muitos fatores que nos ajudam nas batalhas e usamos eles sem perder o tempo de ação.

Durante as batalhas temos o tempo de “espera” (wait), que corre até o “ato” (cast) onde vemos quem joga primeiro. podemos atrapalhar nossos adversário usando esse pequeno “vaga-lume” azul que nos acompanha desde o início de nossa jornada. Ele ofusca os adversários com sua luz fazendo com que o tempo deles corra mais lentamente. Também podemos nos curar enquanto não chegamos ao “ato”, usando mais uma vez nosso vaga-lume, que pode conseguir isso através das flores luminosas do cenário, ou usando sua luz em nós.

Com tudo isso, as batalhas ficaram menos cansativas e mais dinâmicas. Porém, em contra-partida, elas ficaram menos desafiadoras, com exceção dos bosses, não encontramos muitas dificuldades em enfrentar os inimigos.

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CONCLUSÃO

Child of Light é uma ótima experiência para quem o jogar. Não é um jogo tão desafiador como tantos outros títulos do gênero, mas sua história, arte e trilha sonora podem proporcionar boas horas de diversão e emoção, deixando uma sensação agradável quando finalmente a narrativa chega ao fim.


Sobre Tadeu Elias

Aspirante a jornalista metido a cinéfilo que só fala de games!

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