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Análise: Vale a pena comprar Tom Clancy’s The Division?

00Queridos amigos e amigas, aqui estamos nós novamente falando sobre um jogo de hype. Um dos grandes lançamentos previstos para o primeiro semestre, o MMO com elementos de RPG que traz a marca consagrada de Tom Clancy, romancista norte-americano falecido em 2008 agitou o mundo no último dia 7 de março.

Com todas as opções disponíveis e custo salgado dos jogos no nosso Brasil Varonil, reflexão mais pertinente que todo jogador pode e deve fazer, principalmente com a atual situação econômica é: vale a pena comprar?

Nosso objetivo com este artigo é analisar alguns pontos e impressões que tivemos com os dois betas, trailers e a versão de varejo de Tom Clancy’s The Division para lhe ajudar na hora de decidir se investe ou não neste game e o momento ideal para fazer isso.

PERFIL DE JOGADOR

Este ponto é algo que você já sabe que deve levar em consideração. Saber qual o seu perfil de jogador é crucial na hora de escolher um game novo. É normal que nos deixemos influenciar pelo hype de jogos promissores e com uma boa dose de marketing. Por isso, comparar o estilo do jogo com games similares que você tenha gostado pode evitar te deixar com uma “bomba” na mão.

PRINCIPAIS ASPECTOS DO JOGO

Combate
O sistema de combate em Tom Clancy’s The Division sem dúvidas merece elogios por sua eficiência. Ao se infiltrar nas diversas áreas abandonadas da cidade de Nova York, o jogador vai eventualmente engajar em combate contra os NPC’s de uma maneira geralmente justa, em que a não ser que cometa um erro tático, você ficará de costas para o inimigo. A câmera em terceira pessoa torna-se uma over the shoulder na hora de usar as miras de rifles e submetralhadoras, o que ajuda bastante a melhorar a performance de tiro sem restringir muito a amplitude de visão da tela.
A AI as primeiras semanas do jogo foi um dos pontos que nos preocupou em combate, já que os inimigos tinham atitudes suicidas, como por exemplo caminhar com uma pistola em direção a um turret, além de focar muito em outros NPC’s durante as batalhas.

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História
Outro aspecto positivo de The Division, principalmente para o meu perfil de jogador é que a história tem papel importante no desenvolvimento do personagem. Eu sou muito apegado a jogos com modo campanha, porque na maior parte das vezes jogo sozinho e boa parte dos multiplayers online me enjoam rápido. Poder desenvolver meu personagem tanto com a campanha quanto no multiplayer é um aspecto bastante positivo.

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Jogabilidade
Tom Clancy’s The Division é um Shooter MMO com elementos de RPG. Significa que você vai perambular muito, enfrentar NPC’s e outros jogadores (nas chamadas Dark Zones) e terá que obrigatoriamente se focar em melhorar seus itens e desenvolver a skill tree do seu personagem. Nenhum bicho de sete cabeças, já que o sistema de level up é também bastante rápido.

A jogabilidade é simples até para jogadores não acostumados a shooters e o fato de Headshots contarem como dano crítico e não sinônimo de morte é um refresco para o pessoal que não curte as chamadas “favelas de tiro” como CS, Rainbow Six e Battlefield.  A galera que jogou Medal of Honor nas antigas vai se sentir confortável em The Division, ainda que o game não tenha elementos de stealth. Os controles são extremamente simples e eficientes. Durante o combate o jogador pode selecionar entre todas as coberturas possíveis e segurar o botão de mover (X no PS4) para trocar de posição automaticamente, pular sobre as mesmas e rolar com double tapping do mesmo (X). Alguns jogadores sentiram falta da possiblidade de caminhar agachado para trocar de posição “manualmente”, mas a ausência desse feature definitivamente não compromete a diversão.

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Gráficos
Os gráficos apresentados mostram um visível downgrade com relação aos vídeos de gameplay apresentados na E3, mas ainda assim o trabalho da Ubisoft em entregar o melhor possível é digno de nota: o mapa do jogo é enorme e você irá ter loads apenas ao subir e descer por elevadores, o que não é muito frequente no jogo. Pequenos detalhes como uma boneca Russa em uma das missões finais do game também saltam aos olhos. O HUD achei bastante confuso e pouco funcional quando você não está parado olhando os menus. O sistema de orientação direcional também merece ressalvas. Não estamos falando de problemas no nível de (choro) Watchdogs, já que a Ubisoft parece ter aprendido ainda que a duras penas a corrigir seus erros, mas para jogadores que se ligam bastante em gráficos é algo que pode incomodar  um pouco.

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Música

Para os amantes de trilhas, como eu, o tema principal de Tom Clancy’s The Division é incrível! Emocional na medida certa com crescendo também no seu lugar. Muitas referências ao trabalho do gênio Hans Zimmer podem ser encontradas nessa peça de arte, inclusive o órgão ao fundo. Minha música favorita do game até agora é Two Steps From Hell – Rebirth, também bastante referenciada a Hans Zimmer com uma pitada na medida de Björk. Um aspecto negativo da música de Tom Clancy’s The Division é que a mesma tem um papel protuberante nas cut scenes mas pouco aparece nos momentos de combate, há o crescendo que gera alguma adrenalina mas nada de arrepiar. Eu provavelmente irei montar uma playlist com minhas músicas favoritas no Spotify para quando for me aventurar pelas ruas desoladas de Nova York mas a trilha de Tom Clancy’s The Division não é de maneira alguma esquecível.

AmoooOOUULL eSZA MusiCKAaahh!! <3

CONSIDERAÇÕES FINAIS – VALE A PENA COMPRAR? 

Ainda que estejamos falando jogo da Ubisoft, responsável igualmente pelos maiores sucessos e fracassos dos últimos anos, Tom Clancy’s The Division provavelmente atende às expectativas de boa parte dos jogadores. Se tem uma coisa que a Ubisoft é mestre é em criar hype em cima de seus jogos e após erros e acertos, a empresa tem aprendido a entregar o que promete.

Minha experiência pessoal jogando The Division foi muito boa, curto muito juntar os amigos para explorar esse mapa gigante e aventurar-me na Dark Zone! Pra ser sincero, ao meu ponto de vista, Tom Clancy’s The Division é o primeiro jogo genuinamente Next Gen dessa geração, por combinar um Multiplayer Massivo Online, elementos de RPG, uma boa base de história, dinâmica de combate simples e eficiente, além de um mapa enorme a ser explorado.

Nosso veredicto é que SIM, VALE A PENA COMPRAR Tom Clancy’s The Division nas semanas de lançamento! O motivo principal é simples: todos os seus amigos irão jogar e o game é realmente divertido. Sabemos que um price drop após dois ou três meses é natural em multiplayers, mas pegar o pico de jogadores geralmente é bem legal.

A decisão é e sempre será sua, jovem Padawan! Espero que esta breve resenha lhe ajude na hora de investir seu rico dinheirinho.

Começando agora no jogo? Confira nosso guia de builds!

Tom Clancy’s The Division foi lançado para PC, Xbox One e PS4 no dia 08 de Março

Tom Clancy's The Division

Tom Clancy's The Division
8.16

Combate

9/10

    História

    7/10

      Jogabilidade

      9/10

        Gráficos

        9/10

          Música

          8/10

            Pros

            • Sistema de Combate
            • Level Up
            • Boa história para um MMO
            • Controles Simples

            Cons

            • HUD não ajuda muito
            • Não poder andar agachado
            • Música não dá muita imersão durante o combate
            • AI dos NPC's

            Sobre Diego Silveira

            25 publicitário e apaixonado por games e música. Nostálgico, adora consoles retrô e tatuou um controle de Super Nintendo no braço para lembrar a infância. Consome doses cavalares de pizza e café, além de beber feito um viking. PSN: oPatto

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