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Análise: Drawn to Death, explosão adolescente com o traço sanguinário do criador de God of War e Twisted Metal

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Queridos amigos e amigas cá estamos nós falando sobre o novo jogo exclusivo para PS4 de David Jaffe, criador de Twisted Metal e God of War traz referências da adolescência em novo game da The Bartlet Jones Supernatural Detective Agency sua produtora própria.

Escola. Todos se lembram da sensação de tédio que tomava conta de nossos corpos e mentes na adolescência, principalmente ao ouvir uma aula monótona. Quem é que nunca se pegou escrevendo o nome de uma paixonite no canto do caderno ou rabiscando pequenas obras de arte nas folhas pautadas.

Ser adolescente é não se encaixar. Ser adolescente é viver extremos, sentindo nas veias a empolgação por trás de cada novo dia ao mesmo tempo em que o medo do “fracasso” e da rejeição fluem em nossas veias e causam arrepios.

Neste ponto da vida, todos queremos escapar da realidade e é com esta proposta que David Jaffe, mente por trás dos consagrados God of War e Twisted Metal apresenta Drawn to Death, um shooter em terceira pessoa com uma proposta artística bastante inovadora: todos os elementos do jogo são desenhados à caneta, resultado dos devaneios de um adolescente entediado.

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PERFIL DE JOGADOR

Você curte shooters frenéticos como Borderlands ou jogos explosivos como Just Cause, Duke Nukem, Time Spliters e o próprio Twisted Metal? Drawn to Death pode ser uma aposta interessante, já que o desenvolvedor garante que apesar de free to play o jogo não será mais um “pay to win“.

PRINCIPAIS ASPECTOS DO JOGO

História

Segundo o criador do jogo, o maior objetivo é divertir literalmente à base de pancada. História em Drawn to Death é um elemento secundário, portanto. Mas ela está lá, ainda que subliminarmente. Na cena inicial ouvimos um professor que pouco varia no tom de voz dando uma aula de sistema respiratório com ênfase para RCP (Ressuscitação Cardio-pulmonar). O ambiente live action uma reproduz uma sala de aula e você só percebe tem controle sobre a visão de 180 graus do criador da história quando começa a se entediar e move os comandos para os lados. Ao virar a câmera você vê alguns clichês da época da escola: patricinhas e seus risos entre dentes, ameaças por parte dos atletas e etc. Olhando para baixo e vendo apenas o material sobre a carteira escolar me lembrei da primeira cena como Max em Life is Strange, com uma exceção: não há smartphone em cima da mesa, o que nos leva direto aos anos 90. A pegada sarcástica adolescente permeia os diálogos de Mr. Frog, o “senhor supremo” do jogo com os personagens.

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Gráficos

Quando vi as imagens iniciais tive sérias dúvidas sobre minha capacidade de imersão em um jogo com gráficos tão diferentes. A direção artística de Borderlands, por exemplo, pode ser um problema para alguns jogadores. Me surpreendi positivamente neste aspecto, já que as possibilidades criadas “à caneta Bic” são bastante interessantes e até mesmo visualmente encantadoras. As arenas tem um bom level design e os efeitos de explosões e sangue (muito sangue) são bastante empolgantes. As armas também tem um design bastante criativo e ousado, como Coffin Joe (sabia que é assim que o Zé do Caixão é conhecido na gringa?) que é uma arma que consiste basicamente em um caixão que você desenterra para arremessar o cadáver.

Assim como todo o game design, a HUD é simples e funcional, mostrando a porcentagem de vida no centro da tela, as armas no canto inferior direito e um mapa no canto superior direito.

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Jogabilidade

Esta talvez seja a grande marca do game design de David Jaffe. Jogos como God of War e Twisted Metal são tão intuitivos que não à toa são amados por adultos e crianças ao redor do mundo, mesmo com o conteúdo extremamente inapropriado para os pequenos.

Segundo Jaffe tem dito nas redes sociais, a ideia principal de Drawn to Death é ser um game competitivo em que apenas o nível de habilidade dos jogadores irá influenciar no resultado das partidas. O jogo é um free to play (grátis para jogar) que trará com as microtransações apenas mudanças cosméticas e personagens adicionais, ao contrário do que acontece em games do tipo, os chamados pay to win (pague para vencer). É óbvio que se você jogar 100 vezes um mesmo mapa, terá vantagem sobre alguém que joga pela primeira vez.

Em termos práticos, o objetivo é descarregar a bala nos adversários em partidas cada um por si de um shotter em terceira pessoa com armas bastante balanceadas em dano mas com características completamente diferentes umas das outras (longo alcance, curto alcance, bombas, armas explosivas, vantagem tática, corpo-a-corpo).

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Música

Outra característica presente em Twisted Metal e Mickey Mania, a música tem papel importante na dinâmica de jogo em Drawn to Death, ainda que em boa parte do tempo o que você vai ouvir são efeitos de explosões e tiros, além dos diálogos ácidos entre os personagens. O poder da guitarra elétrica aparece em forma de especial do personagem Johnny Savage, um guitarrista com estética punk e atitude heavy metal. Os efeitos são agradáveis durante o combate e nada impede que você adicione sua própria playlist enquanto joga.

CONSIDERAÇÕES FINAIS – O QUE ESPERAR DE DRAWN TO DEATH?

Drawn to Death é um jogo criativo e inovador em meio a uma onda de mesmice que atinge o mundo dos games. Isso de maneira alguma significa que é o jogo mais revolucionário dos últimos anos.

Entre pontos negativos e positivos fica a promessa de um jogo competitivo divertido para ser jogado casualmente mas com pouca variedade de mapas e armas.

Mesmo tratando-se de um exclusivo do PS4, o marketing da Sony parece não dar muita atenção à produção quase independente de David Jaffe, no papel desde 2013. A impressão que tivemos é que estão dando tempo ao desenvolvedor antes de solicitarem um novo God of War ou Twisted Metal.

A data de lançamento oficial de Drawn to Death no PlayStation 4 ainda não está definida, mas você pode acompanhar atualizações do jogo pelo twitter do David Jaffe.

Deixo neste post um agradecimento especial ao pessoal da produtora, que antecipou mais um jogo pra gente aqui no Baú de Gamer.

#somostodosgamers

 

 


Análise: Drawn to Death, explosão adolescente com o traço sanguinário do criador de God of War e Twisted Metal

7.5

Combate

9/10

    História

    5/10

      Jogabilidade

      6/10

        Gráficos

        9/10

          Música

          10/10

            Pros

            • Equilíbrio entre os personagens
            • Multiplayer divertido
            • Trilha sonora
            • Gráficos inovadores

            Cons

            • Pouca variedade de armas
            • História rasa
            • Poucos modos de jogo
            • Sistema de mira

            Sobre Diego Silveira

            25 publicitário e apaixonado por games e música. Nostálgico, adora consoles retrô e tatuou um controle de Super Nintendo no braço para lembrar a infância. Consome doses cavalares de pizza e café, além de beber feito um viking. PSN: oPatto

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