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Análise: Quais as nossas impressões do Beta público de Battleborn?

imageQueridos amigos e amigas, a febre dos MOBA’s vem consquistando seu lugar nos consoles e agora um dos gêneros mais populares da atualidade está se metamorfoseando em First Person Shooter, com dois títulos em beta neste segundo trimestre de 2016. Primeiro foi a vez Overwatch, da Blizzard que entregou muito bem em um dos quesitos mais importantes para os fãs de shooters em primeira pessoa: o beta foi bastante elogiado pela estabilidade nos 60fps. Mas ao que parece, framerate não é a principal preocupação da Gearbox Software com Battleborn, que tem uma pegada um pouco diferente.

A desenvolvedora do aclamado Borderlands manteve a performance em 30fps, o que trouxe algumas implicações em um gameplay extremamente dinâmico e no qual os controles devem ser milimetricamente precisos. Como esperado, a experiência não pareceu tão fluída quanto no jogo da Blizzard mas Battleborn definitivamente tem seu charme.

No beta, podemos conhecer dois modos de jogo. No modo história, os jogadores trabalham juntos para derrubar algumas ondas de inimigos antes de enfrentar um boss e no PvP os jogadores trabalham em times uns contra os outros, em partidas de 30 minutos com elementos de MOBA e Tower Defense. Servos robôs são escoltados pelo mapa enquanto lutam contra os oponentes, habilidades são desbloqueadas e todo mundo usa personagens diferentes. A gama de personagens oferecidos é altíssima, começando com 25 mais as possibilidades de customização e há uma leve semelhança com Borderlands no humor apresentado e também nas artes, que remetem a desenhos de histórias em quadrinhos, enquanto os elementos de shooter também tem um nível parecido de peso.

Mais uma vez a Gearbox Software utiliza sua Unreal Engine 3 modificada principalmente durante a construção de Borderlands 2 e The Pre-Sequel, com texturas desenhadas a mão que trazem uma aparência muito similar a de seus antecessores para Battleborn, que tem um toque levemente mais realista nas formas. Texturas em metais, neve e pedras parecem mais naturais em Battleborn, evolução esperada para um jogo de 2016.

Apesar de ter um gameplay relativamente novo, minhas primeiras impressões principalmente quanto à parte visual de Battleborn é que o jogo está em uma linha tênue entre a geração passada e a atual, com upgrades de formas, luzes e sombras possíveis em um PS4 que não eram imaginados no PS3 mas faltou aquele “q” a mais graficamente, levando em consideração que o jogo está às vésperas do lançamento e dificilmente receberá implementações gráficas.

Como fã de Borderlands me senti um pouco confuso com Battleborn. Já tentei jogar League of Legends e DOTA, mas apesar de ter achado os jogos interessantes, não consegui ir adiante. Acredito que o grande desafio de Battleborn seja morder uma fatia de mercado dos shooters ou trazer parte do público de Borderlands para a onda MOBA. O que pode ser uma faca de dois gumes, já que bons jogos (a 60fps) como Rainbow Six Siege e Battlefield dominam os shooters em consoles, enquanto boa parte dos MOBA’s são Free do Play.

Battleborn chega às prateleiras em 3 de maio para PC, PS4 e Xbox One e pode ser um jogo divertido de se jogar com os amigos, mas o Beta deixou um gosto agridoce de “melhor esperar para ver o que vai ser”.

*segundo dados da Gearbox Software, cerca de 2 milhões de pessoas jogaram o Beta disponível para PS4 e Xbox One.

#somostodosgamers

 


Sobre Diego Silveira

25 publicitário e apaixonado por games e música. Nostálgico, adora consoles retrô e tatuou um controle de Super Nintendo no braço para lembrar a infância. Consome doses cavalares de pizza e café, além de beber feito um viking. PSN: oPatto

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