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4 situações que mostram que os videogames podem salvar a humanidade!

Aguentar as pessoas dizendo que tempo demais imersos em nossos jogos favoritos irá nos transformar em sociopatas frios, obesos e viciados é parte da vida de quem vive o universo gamer. Mas o que boa parte da população desinformada não sabe é que os videogames podem, literalmente, salvar o mundo! Quando vierem lhe falar que jogar videogame é perda de tempo, cite esta lista com exemplos sobre como os videogames agem por trás dos bastidores para trazer benefícios para a humanidade.

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4 – World of Warcraft como modelo de combate à pandemias!

Lançado em 2004, o RPG online World of Warcraft está entre os games mais famosos de todos os tempos. Colocando seus milhòes de jogadores em aventuras incríveis no mundo de Azeroth, WoW é uma ótima válvula de escape para as chatices do dia-a-dia. Na maior parte do tempo.

Em setembro de 2005 um vírus começou a se espalhar entre a população virtual do jogo. Chamado de “Corrupted Blood” (sangue corrompido, em tradução livre), a “doença” deveria derrubar apenas os jogadores mais fortes mas devido a um erro de programação acabou atacando qualquer jogador próximo a um infectado, em uma espécie de apocalipse zumbi dentro de WoW, com um vírus tão letal que matava jogadores mais fracos instantaneamente. O vírus se espalhou rapidamente e ganhou proporções epidêmicas e foi então que a comunidade se uniu: zonas isoladas em quarentena foram estabelecidas, healers foram convocados para ajudar outros players e a migração de cidade para cidade foi controlada até que a Blizzard corrigisse o problema.

Mas o que isso tem a ver com o mundo real? 

As ações de controle tomadas pela comunidade de Wow foram tão bem-sucedidas que epidemiologistas “da vida real” ouviram falar sobre o incidente e o utilizaram como modelo para estudo da propagação de doenças. Mesmo com todos os sofisticados modelos propostos baseados em epidemias que já aconteceram, monitorar pandemias é muito difícil. É praticamente impossível replicar o elemento humano, fator de imprevisibilidade em uma pandemia mas não com este case. Na doença virtual de WoW os humanos estavam em controle dos personagens e, imprevisíveis que somos, muitos deles ignoraram as zonas de quarentena para ajudar os infectados, migraram para outras cidades ou apenas passaram pelas zonas infectadas por curiosidade. Esta “crise” em WoW forneceu muitas informações sobre fenômenos epidêmicos aos pesquisadores e inclusive apareceu como assunto em alguns trabalhos acadêmicos. Animal, não é mesmo? wow-server-deaths

3 – Jogos Multiplayer treinam líderes melhores

Seres humanos são criaturas naturalmente sociais. A maioria das atividades que desenvolvemos parecem ser mais aprazíveis se envolverem algum tipo de elemento social: ir ao bar (com amigos), jantar (com a sua gatinha ou gatinho) e até mesmo jogar videogame. Esta “necessidade de interação” faz com que os jogos multiplayer tenham um papel importante na formação de novos líderes, ao permitirem que as pessoas passem algum tempo juntas e compartilhem seu passatempo favorito. Claro que seres humanos podem também ser bastante hostis, o que requer uma forte liderança para manter o grupo unido. E é exatamente este tipo de líder que se dá bem no mercado, onde é chamado de “O CEO do futuro”.

Todo jogo multiplayer, de Rainbow 6: Siege até The Division ou Battlefield precisa de um líder (ou líderes) competentes. Estes caras acabam, muitas vezes inconscientemente, coordenando as ações de vários outros jogadores servindo como motivadores para seus colegas, intermediando conflitos e vencendo desafios, tudo isso enquanto garantem que todo mundo está se divertindo – é um jogo, afinal de contas. Estas demandas não são nada diferentes daquelas enfrentadas por líderes de negócios no mundo real. Curiosidade: uma pesquisa nos EUA apontou que quanto mais ricas as pessoas, mais tempo elas passam jogando videogames.

E não é só isso, um artigo na Harvard Business Review descreveu as habilidades que as pessoas exercitam ao jogar multiplayers online como “cruciais para o futuro dos negócios“. Depois dessa é melhor pegar leve com os coleguinhas do multiplayer porque, eventualmente, um deles pode virar seu chefe. 😉intel_iq_games1_1_smaller3

2 – MMOs e RTSs salvam nossa economia de um colapso

Muitos jogos online como – WoW, EVE Online, Diablo 3, The Division, etc., tem economias gigantescas e sofisticadas. Jogadores “trabalham” por dinheiro matando inimigos e completando objetivos para então gastar essa grana em lojas dentro do jogo. O trabalho que dá para conseguir dinheiro significa que os jogadores não irão sair por aí jogando dinheiro para o alto porque representa tempo e esforço. É por isso que os economistas gostam de video games.

Estes jogos são o ambiente perfeito para testarem novos conceitos econômicos; eles são cheios de pessoas de verdade gastando dinheiro que pode ou não ser real mas não existe nenhuma consequência para nossas vidas se os experimentos derem errado. Alguns testes são arriscados demais para serem feitos em larga escala, por esta razão, muitos economistas se voltam para jogos online para simular suas teorias em um ambiente seguro. EVE Online já ajudou os economistas a lidarem com a inflação crescente nas economias de mercado desde a década de 60, pavimentando o caminho para um sistema financeiro melhor. Então, daqui a 20 anos quando o seu banco não quebrar lembre-se que você pode ter contribuído para isso jogando! maxresdefault-6

1 – Jogar com os seus filhos contribui para que eles tenham maior auto-estima

Devido ao corpo e mente em desenvolvimento, crianças tendem a não serem muito boas na maioria das atividades que envolvam coordenação motora. Como adultos, nós sabemos que as trapalhadas que os pequenos fazem são reflexo do aprendizado que eles estão tendo sobre esse treco chamado vida. O problema é que a falta de experiência das crianças não permite que elas entendam o que é uma curva de aprendizado e faz com que tendam a ficar um pouco para baixo quando cometem ou julgam ter cometido algum erro. Então você, enquanto pai/mãe, faz o que para ensinar seu filhote a se levantar com as pancadas e entender que “Não importa o quanto você bate, mas sim o quanto aguenta apanhar e continuar.”?

Gaste os controles do seu videogame junto do pimpolho! De acordo com o psicólogo Dr. Randy Kulman, os video games fornecem oportunidade perfeita para ensinar as crianças a cometerem erros “bem-sucedidos” – daqueles que a gente aprende com eles ao invés de bater a cabeça na parede. O segredo é ser paciente e pegar um jogo no qual você seja muito, muito ruim. As trapalhadas que você fizer no jogo irão ajudar a criança a observar como você conduz a situação ao invés de se irritar ou desistir. A ideia é que este treinamento seja assimilado no mundo real, fazendo com que o pequeno tenha auto-confiança, paciência e pensamento crítico, habilidades necessárias para que supere dificuldades. father-son-gaming

 

#somostodosgamers

DS

 


Sobre Diego Silveira

25 publicitário e apaixonado por games e música. Nostálgico, adora consoles retrô e tatuou um controle de Super Nintendo no braço para lembrar a infância. Consome doses cavalares de pizza e café, além de beber feito um viking. PSN: oPatto

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